Não é de hoje que há no Brasil quem pretenda acabar com a imprensa que cumpre seu papel de noticiar o que acontece no país e prefira implantar unicamente a imprensa bajuladora, disfarçada de "mídia democrática".
Isso é coisa de ditadura, de quem quer usa a democracia para acabar com a democracia, como aconteceu na Venezuela. Foi em nome do povo que cabeças foram cortadas na França; milhões morreram na antiga União Soviética; implantou-se a ditadura no Brasil... e que milhões foram mandados para as câmaras de gás (argumento: o "progresso da ciência") na Alemanha: tudo em nome do povo e com o aplauso da imprensa, vendida aos "ideais progressistas", como em Cuba...
Não se iludam: o pensamento único representado pela tal "regulamentação da mídia" só se presta à criação daquilo que chamo de uma espécie de 'Politburo midiático', que dá espaço para a perpetuação de grupos no poder e vai minando a democracia. Sobre isso escreveu o jornalista Reinaldo Azevedo aqui:
"O único alimento da imprensa independente é a independência. Os autoritários da América Latina, que atuam em rede, estão cada vez mais assanhados. A imprensa livre está hoje debaixo de porrete na Nicarágua, na Venezuela, no Equador, na Bolívia, na Argentina e, sim, senhores!, no Brasil. A pressão, por aqui, para “regulamentar a mídia” é grande.
"O único alimento da imprensa independente é a independência. Os autoritários da América Latina, que atuam em rede, estão cada vez mais assanhados. A imprensa livre está hoje debaixo de porrete na Nicarágua, na Venezuela, no Equador, na Bolívia, na Argentina e, sim, senhores!, no Brasil. A pressão, por aqui, para “regulamentar a mídia” é grande.
Enquanto os fascistoides não avançam, o dinheiro público das estatais e do próprio governo federal financia o subjornalismo da difamação. Deem mole (...) para vocês verem o que acontece: acabarão metendo o dedo no nariz dos acionistas das empresas de comunicação, mais ou menos como já fazem em algumas outras áreas da economia."
E assim se gastam rios de dinheiro público para se enfeitar o pavão e grande parte da imprensa brasileira, a cada dia mais, vai se rendendo e se vendendo à tentação daquilo que será o seu fim: a subserviência, em lugar da independência.
Claro, não é preciso ser jornalista para defender a liberdade de imprensa: basta ser cidadão.
"Quando os nazistas vieram buscar os comunistas eu fiquei em silêncio: eu não era comunista.
Claro, não é preciso ser jornalista para defender a liberdade de imprensa: basta ser cidadão.
"Quando os nazistas vieram buscar os comunistas eu fiquei em silêncio: eu não era comunista.
Quando eles prenderam os sociais-democratas eu fiquei em silêncio: eu não era um social-democrata.
Quando eles vieram buscar os sindicalistas eu não disse nada: eu não era um sindicalista.
Quando eles buscaram os judeus eu fiquei em silêncio: eu não era um judeu.
Quando eles me vieram buscar, já não havia ninguém que pudesse protestar."
Martin Niemöller









