Por trabalhar na Justiça Eleitoral, evito citar nomes de políticos e/ou partidos políticos brasileiros (embora eu pudesse fazê-lo sem problema algum, pois sou um cidadão como outro qualquer: o Código de Ética do TRE/RJ não tem vedação nesse sentido, porque o fato de ser servidor público não retira minha liberdade de expressão).

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

A professora aloprada e a Revolução dos Ovos

Nesta semana o país assistiu, estupefato, ao relato da agressão covarde praticada dentro de sala de aula por um marmanjão de 15 anos contra sua professora em Santa Catarina. Repudio totalmente! Na minha visão, quem faz isso deveria ir para a cadeia, pouco importando ser ou não menor de idade (tenho um filho da mesma idade: já sabem muito bem o que é certo e o que é errado!), mas estamos no Brasil... 

É realmente absurdo que um tipo de agressão como esse ocorra dentro da escola (além do mais por se tratar de uma mulher). Sempre escrevo nesse sentido e não deixo de achar absurdo em hipótese alguma, porque creio que violência se combate, não se relativiza, não se justifica.* Sistematicamente critico a postura de "especialoides" (especialistas + debiloides) que, com suas "pedagogias do oprimido", sua sanha contra a família e seu discurso fácil de "luta de classes" acabam justificando a violência, em vez de fomentar a segurança: para eles o criminoso é uma "vítima da sociedade", como que se a culpa da agressão fosse do agredido.

Porém, a professora é daquelas que, com seu discurso revolucionário, acaba contribuindo para a violência que a vitimou (e que repudio totalmente) e que ela agora usa para vitimizar-se: em sua página só faz difundir o discurso de doutrinação marxista, que no Brasil só encontra resistência no importantíssimo movimento #EscolaSemPartido, que ela combate abertamente sob o pífio argumento de que só educadores podem discutir educação (quem não é da área não tem ao menos o direito de abir a boca). Lamento: como você, eu falo o que quero, dona, goste a senhora ou não. 

Ela aplaude quem, por intolerância, joga ovos naqueles de quem discorda e incita as pessoas a atirar ovos até no Presidente da República; diz que "tem muita gente merecendo um olho roxo(e isso depois aconteceu com ela); critica a classe média (da qual faz parte); fala o tempo todo num tal golpe (???) que só aconteceu na cabeça dela e de uma meia-dúzia; ofende gratuitamente o Juiz Sérgio Moro; vê machismo em tudo; defende que a juventude se revolte e vive a endeusar Paulo Freire, para quem "o oprimido pode oprimir o opressor". Deu no que deu. 

Hoje a dita senhora concedeu uma entrevista a uma rádio paulista e, quando questionada sobre tais contradições, disse que tacar ovos em pessoas é "uma forma de revolução" e chamou o entrevistador de neonazista, sem que isso tenha qualquer fundamento. Em suma: a dona é um poço de rancor, embora acuse os demais de serem fascistas, modus operandi já conhecido por todos.


Uma coisa não justifica a outra, mas como "quem planta vento colhe tempestade" cito a própria professora: para mim, ela é só uma farsa, cria de um Brasil que viveu de farsas nos últimos 14 anos
* O saudoso professor Élvio Granja já dizia nos anos 90: 
"o problema do sistema prisional do Brasil é tijolo e grade."

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Eles sambam na cara da sociedade

Vivemos tempos sombrios! A verdade tem sido manipulada cada vez mais pela mídia extremista, a ponto de até mesmo o Presidente dos EUA ser vítima de uma escalada mentirosa que inventou até que ele seria "nazista" - embora a foto ao lado desminta isso - e que o "nazismo era de direita", embora a História nos mostre o contrário.

Embora 99% das famílias do país sejam tradicionais (aqui), a própria agência de notícias oficial deixa de lado esses dados e, usando um jogo de palavras, alardeia que esse número é de apenas 84% (aqui). A família tradicional não pode mais ser defendida sem que ativistas acusem a tudo e a todos de "homofobia", pecha que ninguém quer carregar (por isso, visando evitar aborrecimentos, muitas pessoas se calam). Em breve acusarão Deus de ser homofóbico, dada a forma que a natureza escolheu para gerar descendentes (o aparelho reprodutor não excreta e o aparelho excretor não reproduz)...

Os valores têm sido invertidos a mais não poder, não só na sociedade e na imprensa, mas também nas instituições: o Supremo Tribunal legisla descaradamente, quando não poderia; o Legislativo gasta bilhões em tempo de crise para criar um fundo para bancar suas próprias campanhas; o Executivo fica mais tempo tentando se manter no poder do que governando; os partidos têm por plataforma não a melhoria da vida em sociedade e sim negar episódios inegáveis de corrupção explícita e a tentativa de pôr fim à democracia a título de defendê-la, como aconteceu na Venezuela. 

"Hipócritas dizem que não existem diferenças profundas entre homens e mulheres mas fazem bilhões de dólares por ano em receita ao identificar essas diferenças nos seus algoritmos e deixar os seus anunciantes explorá-las".* A imunidade parlamentar é negada não à caluniadora e sim ao injustamente acusado que revida sarcasticamente...


Hoje em dia qualquer coisa é vista como racismo, exceto para os que vêem racismo em tudo, que absurdamente acusam os "brancos" de terem uma "dívida histórica", que não passa de retórica. O medo de ataques terroristas - em sua imensa maioria praticados por radicais islâmicos - é tachado de "islamofobia". Discordar da entrada maciça de estrangeiros num país que sabidamente não tem condições de recebê-los (por não dar boas condições de vida nem a seus nacionais) é tido como "xenofobia". 

Basta se fazer uma acusação - ainda que sem o menor cabimento - e o acusado passa a viver um inferno, como no caso da moça morta por linchamento após um boato ser espalhado dando conta de que ela seria uma bruxa... Mas as redes sociais bloqueiam mesmo é o perfil de conservadores, por fazerem "discurso de ódio", embora quem de fato pregue o ódio aos discordantes sejam grupos como Black Lives Matter (que prega a supremacia negra e a morte dos policiais brancos - vale a pena ler o texto de Paulo Cruz a respeito), MST, MTST e Antifas (fascistas dizendo combater o fascismo), cujas páginas são protegidas.

Atualmente não se pode mais ter opinião: somente se pode rezar pela cartilha daqueles que acham que controlam a sociedade, via mídia, determinando como todos devem agir e acusando os demais daquilo que eles próprios fazem. Em virtude disso, muitos têm medo e se calam. Porém, sempre haverá uma resistência, senhores politicamente corretos: algumas vozes não se calarão, porque a sociedade não precisa de uma mudança em cada esquina, nem de uma revolução a cada dia. Muito menos que alguém sambe na cara dela.
* Trecho de Leandro Ruschel

sábado, 12 de agosto de 2017

Hoje seria "preconceito": O Bingo da Sogra

Há muito tempo tenho a intenção de mostrar aqui músicas e/ou programas que seriam tidos por essa gente chata de hoje como "preconceituosos". É só música, diversão, arte, piada.. mas certa vez ouvi falar de um aplicativo que pretendia tirar do ar 'músicas machistas' e de sites que se dão ao trabalho de 'corrigir letras machistas' e listam 'músicas que fazem sucesso mas são machistas'... Então resolvi escrever, porque alguém precisa levantar a voz contra essas loucuras.

Em 1994 ninguém ficava vigiando a vida dos outros nem dando lição de moral nas redes sociais, como fazem hoje os que querem ditar as regras da sociedade (talvez para transformar o mundo todo numa Venezuela, o exemplo de 'democracia' deles). Nesse ano Dicró fez muito sucesso com a famosa "Bingo da Sogra", mais um de seus sambas escrachados que exaltavam a cachaça e falavam mal das sogras... era um pândego! 

Mas hoje em dia algum politicamente correto iria "denunciar" a obra de Dicró como sendo 'preconceituosa', 'homofóbica' e 'idosofóbica' (acredite: já inventaram mais essa) e esse talento correria o risco até de ter sua carreira arruinada. Duvida? Veja:

Vou fazer um bingo lá na casa da vovó
O prêmio é minha sogra: sai numa pedra só
Quem ganhou tem que levar (leva essa droga pra lá!)

Se você não ganhou nada, não fique preocupado
Porque na segunda pedra você leva meu cunhado...

Na terceira pedra, o prêmio de consolação:
Leva um criolo bicha e uma branca sapatão...

Quem ganhou tem que levar (leva essa droga pra lá!)

A cartela é de graça: podem levar de montão
Eu entrego o prêmio em casa (só não quero é devolução)
Se acaso der empate, ninguém fique com receio:
A gente arranja um serrote
E parte a véia no meio...



Grande Dicró!!!

segunda-feira, 31 de julho de 2017

"Roubado é mais gostoso": o apito amigo de fé

A indecente campanha de parte da arbitragem em favor do time carioca que se vangloria de ganhar roubado não para: não bastassem as já costumeiras reclamações e auxílios externos ("vão consultar a gente de novo!") que sempre fazem os apitadores voltarem atrás nas marcações de pênaltis contra a dita equipe, agora inventaram o impedimento reverso:

É impressionante que uma equipe de arbitragem de série A cometa um erro tão infantil: o árbitro chegou a dar o gol do Corinthians que decretaria a derrota do tal time de massa, mas voltou atrás e anulou um tento onde o impedimento foi de -3,2 m, segundo a ESPN: é o impedimento reverso! A coisa é orquestrada para favorecer o time que tem a simpatia da Rede Globo!

Há poucos dias o Santos FC perdeu a chance de ficar com a vaga na semifinal da Copa do Brasil porque o árbitro - que estava a uns 5 metros da jogada - resolveu, mais de 1 minuto depois, dar ouvidos ao 4º árbitro (que estava a uns 30 metros do lance), sob o argumento de que o ângulo de visão dele era melhor... 

Só esqueceram de combinar isso com o fotógrafo que registrou a cena ao lado, que mostra que a distância do 4º árbitro era grande e que ele estava encoberto. Pergunta: por que motivo ele esperou mais de um minuto para "auxiliar" o árbitro? Por que motivo os erros de arbitragem (ou seus "consertos") sempre beneficiam o time rubro-negro, como no jogo contra o Avaí em Florianópolis?


Como diria Boris Casoy: "Isso é uma vergonha!"

quinta-feira, 27 de julho de 2017

Homem feminista é 'desmimizado' por mulher machista

A ESPN é um canal que tem perdido muita audiência por causa do "progressismo" de alguns de seus comentaristas (como no caso da Copa 2014: a expressão "elite branca paulistana" que vaiava a então Presidente, foi criada lá). Como tem ocorrido em toda a imprensa, os caras forçam demais a barra para tentar fabricar polêmicas (embora, claro, não abram mão de gordos salários).

Sorte da sociedade é que nem todos se rendem às idiotices politicamente corretas, como no caso abaixo: ao entrevistar Leila Pereira (dona da Crefisa e da Faculdade das Américas, patrocinadoras do Palmeiras), o apresentador João Carlos Albuquerque, o "Canalha" foi dar uma de defensor das mulheres e perguntou como ela conseguiu "superar as barreiras num mundo tão machista". Ela bateu de frente com o mi-mi-mi e disse, "mitando":

"Há duas respostas para essa pergunta. Se você quiser que eu seja politicamente correta eu vou dizer que a mulher é frágil, que é tudo um absurdo etc - o que eu não faço, porque não sou politicamente correta e falo a verdade: eu nunca tive problema por causa disso. Tanto não tive que fui a mulher mais votada (para o Conselho Deliberativo) da história do Palmeiras, uma mulher. Se houvesse qualquer tipo de preconceito eu não teria essa votação."

Tentando emendar, já sem graça por não ter conseguido fazer a entrevistada - mulher forte que é - vitimizar-se, Canalha saiu-se com uma pior ainda:

"- Mas se você fosse pobre você não teria essa votação... (mas também não estaria pleiteando esse cargo, né?)"

E ela dá outro "coice na classe" no politicamente correto:

"- É, exatamente, mas não é isso. Isso é preconceito: se eu não tivesse recursos eu não poderia patrocinar o Palmeiras."

Ele admite a derrota:

"- É... foi uma brincadeira de mau gosto"...

Eu, que já simpatizava com o Palmeiras, agora virei fã do time e do mito Leila Pereira. Veja:

terça-feira, 25 de julho de 2017

"Homem-Aranha de Volta ao Lar": um filme horrível!

Filme de super-herói tem que ter ação, tiro, porrada e bomba, como diria aquela pensadora moderna. Não é o que se vê em "Homem-Aranha de Volta ao Lar": além de retratar um Peter Parker errático demais para o que sempre se viu do personagem, a história é fraca e o enredo é desconexo. Nos anos 80 o que se via na TV era um Aranha convicto, firme, decidido, heroico, mas hoje em dia Parker é simplesmente um idiota., não é mais uma pessoa com conflitos inerentes à sua idade.

Não é mostrado no filme o famoso "sentido aranha". A paixão de Peter Parker agora se chama Liz, que ninguém sabe de onde saiu e também não é bem interpretada. Há uma personagem ativista que não contribui em nada para a história (só manda mensagens politicamente corretas tipo "eu me recuso a entrar num lugar construído por escravos"... como assim?). Inventaram uma roupa mega-tecnológica que faz tudo sozinha e deixa o Homem-Aranha ser mais parecido com o Homem-de-Ferro do que com ele próprio. Quando se vê sem sua vestimenta, ele simplesmente usa uma roupa de casa horrorosa azul e vermelha, com um capuz todo torto (mas não antes de ter o traje e sim depois)... 

Um dos heróis mais famosos de todos os tempos merecia um filme melhor: como ocorreu no fraquíssimo "Batman Vs Superman", o espectador fica o tempo inteiro esperando o ponto alto do filme, mas ele simplesmente não ocorre. Interessante notar que o personagem principal é simplesmente engolido pelos coadjuvantes Homem-de-Ferro e Abutre (Robert Downey Jr e Michael Keaton): toda hora o bisonho Homem-Aranha é salvo por Tony Stark e derrota o vilão num lance de sorte (sem querer mesmo), levando a fama pelo que não fez. Simplesmente não é o Aranha que conhecemos!

Como nos filmes da Marvel, há cenas pós-créditos (que as crianças chamam de "finalzinho"). Não só uma, mas duas: a segunda é melhor do que todo o resto do filme e é o que mais vale a pena ver.

terça-feira, 11 de julho de 2017

Em Campos não é obrigatório (ainda) fazer o recadastramento biométrico do título de eleitor

Muitas pessoas têm corrido à Justiça Eleitoral de Campos sem necessidade: o recadastramento eleitoral obrigatório, que terminará no dia 15/07/2017, só está ocorrendo em São João da Barra. 
Os eleitores de Campos podem fazer a biometria sem se preocupar com esse prazo: na cidade o recadastramento ainda é opcional. Quem quiser transferir o título de São João da Barra para Campos, não precisa cumprir o prazo do dia 15.
Para agendar dia e hora para fazer o título de eleitor é preciso acessar o site www.tre-rj.jus.br/agendamento.

sábado, 8 de julho de 2017

É preciso saber perder

Vergonhosa a atitude de parte da da torcida do meu Vasco da Gama após a derrota para o arquirrival, em São Januário.

O único prejudicado é o próprio Vasco, que certamente perderá alguns mandos de campo, sem contar o fato de que protagonizar cenas de violência não é bom exemplo para os novos torcedores.

A derrota faz parte do esporte: não fomos roubados, ninguém nos prejudicou, nada de errado aconteceu.

Ocorre que o outro time venceu o jogo na bola e nós, vascaínos, não podemos agir como os rivais agem, sob pena de nos igualarmos àqueles que criticamos: é preciso saber perder.

quinta-feira, 29 de junho de 2017

A chacun son temps: a censura travestida de democracia


Cada coisa tem seu tempo: nesta semana finalmente começaram as exibições do XXI Festival de Cinema de Pernambuco, evento marcado inicialmente para o mês de maio, mas adiado porque muitos dos participantes simplesmente retiraram suas obras do festival, em ato que recebeu na imprensa muito mais cobertura do que o próprio festival...

O motivo alegado foi um tal "direito legítimo de não compactuar com a formação de uma tribuna para o pensamento ultraconservador", já que o festival também exibiria obras que não lhes agradavam: “O Jardim das Aflições” (sobre o filósofo direitista Olavo de Carvalho) e “O plano por trás da história”, sobre o Plano Real.*

Na ocasião uma das produtoras participantes, a Novelo Filmes, justificou sua atitude com o seguinte texto, basicamente o mesmo usado por outros parlapatões para disfarçar a indisfarçável censura:

"A escolha de alguns filmes para esta edição favorece um discurso partidário alinhado à direita conservadora e grupos que compactuaram e financiaram o golpe ao Estado democrático de direito ocorrido no Brasil em 2016. Para nós, isso deixa claro o posicionamento desta edição, ao qual não queremos estar atrelados.

Essa gente simplesmente odeia a democracia. Só invocam a palavra quando querem justificar suas atitudes - muitas vezes as mais bizarras, intolerantes e/ou autoritárias - mas a rejeitam quando outras pessoas ousam discordar delas. Trago a seguir parte do texto "A Musa da Censura", do advogado José Paulo Cavalcanti Filho, publicado no site "Chumbo Gordo" em 22/06/2017:


"Na ditadura militar, caso fosse proibida a exibição de filme sobre um intelectual de esquerda, diriam todos que seria censura. Inclusive esses mesmos cineastas/revolucionários de agora, imagino. Já filme sobre um intelectual conservador, eles protestam. Antes, era censura. Agora, só um gesto democrático. (...) Democracia é algo diferente, senhores. É coisa séria. É a arte de conviver. Inclusive com pessoas que não pensam como a gente. Que não dizem o que gostaríamos de ouvir. Que fazem filmes, quaisquer de que sejam, diferentes do que preferimos ver." 

E, mais uma vez usando a sensatez de Cavalcanti Filho: "e se dizem defensores da democracia... Perdão, senhores, mas vão ter que escolher. Uma coisa ou outra: censores ou democratas."

* O plano econômico que na época foi satanizado pelos "progressistas", mas que acabou com a hiperinflação. Se você tem menos de 30 anos pergunte a seus pais como era comprar um pão de manhã por um preço e à noite o mesmo pão custar mais caro... ou ter que receber o salário e correr para o supermercado para fazer as compras, porque no outro dia os preços já teriam subido...

sábado, 24 de junho de 2017

Mulher-Maravilha: filmaço!

Quem tem três filhos é quase "obrigado" a gostar de super-heróis. Sempre gostei deles, mas a safra de filmes que a atual geração de crianças vem tendo à disposição é excelente e é claro que eles farão parte do imaginário infantil por muito tempo ainda. Melhor assim (na minha época eram quase que exclusivamente gibis).

O filme da Mulher-Maravilha, cuja história foi "vendida" por alguns como sendo de uma heroína que "combate o machismo" (o que deu um certo medo de ver o filme) simplesmente não fala disso e retrata a força da princesa amazona Diana, que não está preocupada em "quebrar tabus", "combater preconceitos", "empoderar a mulher" nem nada assim: ela, que é ingênua e determinada, só quer cumprir a missão de seu povo e combate a guerra, sem ficar dando lição de moral.

Com uma fotografia bem feita, música bem encaixada e um enredo interessante, embora não tenha tanta ação quanto os filmes da Marcel (que já começam na pancadaria... rsrsrsrs), Mulher Maraviha não é sonolento como Batman Vs. Superman: é um filme que vale a pena ser visto - não apenas pela beleza simples e estonteante da protagonista Gal Gadot, muito bem captada pelas lentes da direção - mas pelo conjunto da obra:

Que venha a continuação desse filmaço!

sábado, 10 de junho de 2017

A divina comédia jurídica (mais angustiado que um goleiro na hora do gol)

Uma homenagem ao recentemente falecido Belchior, que em 1978 lançou "A Divina Comédia Humana" (vídeo no fim da postagem):

Estava mais angustiado 
Que um goleiro na hora do gol
Quando o absurdo aconteceu assim 
E o bem perdeu para o mal

Aí um constitucionalista amigo meu 
Disse que desse jeito
O país não vai ser feliz direito,
Porque a Justiça é uma coisa mais profunda
Que uma petição inicial.

Aí um constitucionalista amigo meu 
Disse que desse jeito
O país não vai viver satisfeito,
Porque o Direito é uma coisa mais profunda 
Que um caminhão de provas sem igual.

Deixando a honestidade de lado
Eu quero é ficar colado 
Aos estudos noite e dia
Lendo tudo de novo 
E tentando entender a corrupção,
Que corrompe até o que não deveria 

Eu quero explicar o inexplicável 
Pode ser que eu não consiga:
Viver a divina comédia jurídica
Onde nada é correto

Ora, direis não poder usar as provas...
Certo perdeste o senso!
Eu vos direi, no entanto:
Enquanto houver espaço, corpo, tempo 
E algum modo de dizer "não"
Eu me envergonho.

"Esta é uma obra de ficção, baseada na livre criação artística e sem compromisso com a realidade. Qualquer semelhança com nomes, pessoas, fatos ou situações da vida real terá sido mera coincidência."

segunda-feira, 5 de junho de 2017

É preciso dar um 'dane-se' ao politicamente correto!

O texto a seguir não é meu e sim de Marcelo Faria, presidente do Instituto Liberal de São Paulo e foi publicado ontem no site do ILISP:

"Em nome do politicamente correto, ataques terroristas são chamados pela mídia de “explosões que matam”, “vans que atropelam” e “armas que atiram”.

Em nome do politicamente correto, humoristas são perseguidos por deputados que usam o poder estatal para censurar todos aqueles que fazem o nobre trabalho de rir dos políticos.

Em nome do politicamente correto, criam-se movimentos racistas para combater o racismo, movimentos sexistas para combater o sexismo e movimentos fascistas para combater o fascismo.

Em nome do politicamente correto, deve-se poupar uma religião de guerra de críticas para evitar ser islamofóbico.

Em nome do politicamente correto, é preferível morrer como ovelha do que combater o mal de forma armada.

Em nome dos direitos liberais à vida, liberdade e propriedade, só há uma coisa a fazer: dar um f....-se ao politicamente correto e estabelecer o politicamente sincero. 

E os incomodados que se danem."

domingo, 4 de junho de 2017

Trump acerta de novo: "Precisamos parar de ser politicamente corretos"

Após mais um atentado terrorista em Londres  o terceiro em três meses, mais um reivindicado pelos extremistas do Estado Islâmico  o Presidente dos EUA, Donald Trump, soltou mais uma de suas pérolas de Lógica, baseadas na observação do mundo real (não do mundo maravilhoso dos "progressistas")Em texto publicado hoje no Twitter, disse ele (tradução livre):

"Precisamos parar de ser politicamente corretos, e tratar do negócio da segurança das pessoas. Se não ficarmos espertos, só vai piorar. 
Pelo menos 7 mortos e 48 feridos em ataque terrorista, e o prefeito de Londres diz que 'não há razão para se alarmar!'

Em 2015, no texto "Não há almoço grátis: a hipocrisia no caso dos refugiados", abordei a questão dos refugiados, então surgindo para o cenário internacional. Disse na época – e reafirmo:

"Confesso ter dificuldade para entender o porquê de os governos europeus ficarem mais preocupados em não ser chamados (erradamente) de 'xenófobos' nas redes sociais do que em realmente cuidar dos seus povos: países existem, em regra, para agrupar nações, mas a aceitação pura e simples de massas de estrangeiros num determinado território pode fazer um país entrar em colapso, exatamente porque solapa a base da... nação."

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Se o sujeito enxerga torto o Direito dá um susto: o uso legal das Forças Armadas para combater os vândalos da nação

Fotos: Diário do Poder
A imagem acima mostra parte das "manifestações" de hoje em Brasília. Sim, o que se viu não foi protesto e sim vandalismo puro, baderna, banditismo, formação de quadrilha.

Em resposta, tendo por base a Constituição e as leis do país, foi editado um Decreto para a garantia da lei e da ordem. O artigo 142 da Constituição é claro ao definir o que cabe às Forças Armadas:

Art. 142. As Forças Armadas, constituídas pela Marinha, pelo Exército e pela Aeronáutica, são instituições nacionais permanentes e regulares, organizadas com base na hierarquia e na disciplina, sob a autoridade suprema do Presidente da República, e destinam-se à defesa da Pátria, à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem.
§ 1º Lei complementar estabelecerá as normas gerais a serem adotadas na organização, no preparo e no emprego das Forças Armadas.

A Lei Complementar exigida pela Constituição é a 97, de 1999. Leia:

Art. 15. O emprego das Forças Armadas na defesa da Pátria e na garantia dos poderes constitucionais, da lei e da ordem, e na participação em operações de paz, é de responsabilidade do Presidente da República, que determinará ao Ministro de Estado da Defesa a ativação de órgãos operacionais, observada a seguinte forma de subordinação:
 ..........
        § 1o Compete ao Presidente da República a decisão do emprego das Forças Armadas, por iniciativa própria ou em atendimento a pedido manifestado por quaisquer dos poderes constitucionais, por intermédio dos Presidentes do Supremo Tribunal Federal, do Senado Federal ou da Câmara dos Deputados.
        § 2o A atuação das Forças Armadas, na garantia da lei e da ordem, por iniciativa de quaisquer dos poderes constitucionais, ocorrerá de acordo com as diretrizes baixadas em ato do Presidente da República, após esgotados os instrumentos destinados à preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio, relacionados no art. 144 da Constituição Federal.

Traduzindo: independente de ter sido solicitado ou não o uso do Exército (ou da Força Nacional de Segurança), o uso das Forças Armadas para a garantia da lei e da ordem é algo absolutamente normal e ocorreu várias vezes nos últimos anos. Compete a quem esteja na Presidência da República  de forma ponderada, razoável e proporcional, sendo essa pessoa amada ou odiada – determinar que as Forças Armadas atuem quando necessário. A imagem a seguir é de clareza solar:


O que falta é coragem para invocar o óbvio: o uso do Exército em muitos casos é uma imposição que a Constituição faz às autoridades no sentido de proteger os cidadãos de bem deste país. Em casos como o de hoje em Brasília trata-se de uma necessidade gritante, porque os verdadeiros trabalhadores não podem ter suas vidas aprisionadas por vândalos, que mais se assemelham a terroristas: eles são os únicos a lucrar com o quadro de ruína criado pelos bandidos que idolatram, que saquearam a nação e nos deixaram como herança maldita o caos ético-político-moral em que o país se encontra atualmente.

Mais fotos do caos provocado em Brasília por "ativistas profissionais", podem ser vistas no site Diário do Poder.

OBS: a primeira parte do título da postagem é um dos versos de "A Cerca",
de autoria de Samuel Rosa, Fernando Furtado e Chico Amaral
, gravada pelo Skank, em 1994.

domingo, 21 de maio de 2017

Onde não há vergonha não há governo (nem nunca haverá)

Chico Buarque é um excelente exemplo de que por vezes o artista e a pessoa estão reunidos num mesmo corpo, mas seguem caminhos diferentes. Não concordo com as opiniões politicas dele (só fala besteiras, como elogiar o MST), mas o cara é um gênio da música!

Em 1976 ele compôs "O que será", música que tem três versões, com três letras diferentes e impressionantemente bem feitas. Na parte chamada "A Flor da Terra" é evidente a crítica inteligente ao governo então posto: por incrível que pareça, 41 anos depois a crítica continua atual:

O que será, que será? 
Que andam suspirando pelas alcovas? Que andam sussurrando em versos e trovas?
Que andam combinando no breu das tocas? Que anda nas cabeças, anda nas bocas? 
Que andam acendendo velas nos becos? Que estão falando alto pelos botecos?

E gritam nos mercados que com certeza está na natureza... 

Será, que será? 
O que não tem certeza nem nunca terá...
O que não tem conserto nem nunca terá...
O que não tem tamanho... 

O que será, que será? 
Que vive nas idéias desses amantes? Que cantam os poetas mais delirantes?
Que juram os profetas embriagados? 
Que está na romaria dos mutilados? 
Que está na fantasia dos infelizes? Que está no dia a dia das meretrizes? 
No plano dos bandidos, dos desvalidos? Em todos os sentidos... 

Será, que será? 
O que não tem decência  nem nunca terá!
O que não tem censura 
 nem nunca terá! 
O que não faz sentido... 

O que será, que será? 
Que todos os avisos não vão evitar? Porque todos os risos vão desafiar... 
Porque todos os sinos irão repicar... Porque todos os hinos irão consagrar... 

E todos os meninos vão desembestar! E todos os destinos irão se encontrar!
E mesmo o Padre Eterno, que nunca foi lá...

Olhando aquele inferno vai abençoar
O que não tem governo (nem nunca terá!)
O que não tem vergonha (nem nunca terá!)

O que não tem juízo...

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Meus princípios não mudam de acordo com as circunstâncias: caia quem tiver que cair!


O país assiste, estupefato, a mais uma delação feita à base de nitroglicerina: depois da Odebrecht, agora vemos a colaboração premiada dos donos da JBS, envolvendo a cúpula da República.

No momento em que o país está  e vai continuar  se passando a limpo ainda vemos autoridades mancomunadas com a corrupção, tolerando a prática de crimes e praticando outros, agindo sempre de forma contrária ao interesse público. 

Parecem ter perdido o bonde da história e não ter sentido o sinal dos tempos! Não percebem que hoje em dia "qualquer coisa que se mova é um alvo e ninguém está salvo"*: o povo já demonstrou claramente que não aceita mais o balcão de negócios com dinheiro público!

A situação é grave e pode  e deve, pelo bem do país  desaguar em renúncia ou impeachment, tendo por base a Constituição e as leis do país.

Parabenizando a Polícia Federal por sua firme atuação em defesa do país, cito Janaína Paschoal, que disse a respeito da caótica situação que se abate sobre nosso país: "CAIA QUEM TIVER QUE CAIR".

* Humberto Gessinger, em "O Papa é Pop", de 1987.
O título da postagem é uma frase do jornalista Diogo Mainardi, do site "O Antagonista"

domingo, 14 de maio de 2017

Cafuringa, Natal e Jairzinho lá na ponta, indignados

No jogo entre Manchester City e Leicester, pelo campeonato inglês, o jogador Mahrez (Leicester), conseguiu uma proeza: fez um gol de pênalti, mas este foi anulado porque ele tocou duas vezes na bola na hora do chute.

Está no Livro de Regras do Futebol (regra 14 - tiro penal):

"Procedimento: (...) o executor do tiro penal não poderá tocar na bola pela segunda vez até que esta tenha tocado em outro jogador.
(...)
Se após a execução do tiro penal o executor tocar na bola pela segunda vez (exceto com suas mãos), antes que essa tenha tocado em outro jogador será concedido um tiro livre indireto para a equipe adversária, que será executado do local onde ocorrer a infração."



Independente de ter sido o escorregão obra do acaso, o fato é que não se pode perder um pênalti assim: em decorrência disso Leicester perdeu o jogo por 2 X 1.

O título da postagem é um dos versos de "In(dig)nação" (Skank, 1992) e faz referência a pontas famosos nos anos 70: Cafuringa (do Atlético/MG, origem do apelido do capitão do penta, Cafu), Natal (do Cruzeiro) e Jairzinho (o "Furacão da Copa", pai de Jair Ventura, atual treinador do Botafogo), que atuavam em posição quase extinta no futebol moderno.