Por trabalhar na Justiça Eleitoral, evito citar nomes de políticos e/ou partidos políticos brasileiros (embora eu pudesse fazê-lo sem problema algum, pois sou um cidadão como outro qualquer: o Código de Ética do TRE/RJ não tem vedação nesse sentido, porque o fato de ser servidor público não retira minha liberdade de expressão).

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Salve o manto azul e branco da Portela!


É possível um samba-exaltação ser feito por alguém que torce por outra escola? Sim, é: em 1981, a pedido de sua então esposa - a então famosa cantora Clara Nunes - o mangueirense Paulo César Pinheiro uniu-se ao portelense Mauro Duarte e, além de fazerem um samba lindo, ainda escolheram uma das mais bonitas licenças poéticas que conheço (no fim do refrão se ouve "salve ela/salve o manto azul-e-branco da Portela").

Como minha mãe era fã de Clara, eu ouvia muito esse samba lindo, com letra forte... como as cores da escola são as mesmas do Goytacaz... e como na época em que eu morei no Rio fui várias vezes aos ensaios na quadra da Rua Clara Nunes... não teve jeito: me apaixonei pela Portela!
PORTELA NA AVENIDA
(Paulo César Pinheiro / Mauro Duarte)

Portela
Eu nunca vi coisa mais bela / Quando ela pisa a passarela / E vai entrando na avenida
Parece a  maravilha de aquarela que surgiu / O manto azul da padroeira do Brasil
Nossa Senhora Aparecida!
Que vai se arrastando / E o povo na rua cantando / É feito uma reza, um ritual...
É a procissão do samba abençoando / A festa do divino carnaval

Portela
É a deusa do samba, o passado revela / E tem a velha guarda como sentinela
E é por isso que eu ouço essa voz que me chama
Portela
Sobre a tua bandeira, esse divino manto / Tua águia altaneira é o espírito santo / No templo do samba

As pastoras e os pastores / Vêm chegando da cidade, da favela
Para defender as tuas cores / Como fiéis na santa missa da capela

Salve o samba, salve a santa, salve ela!
Salve o manto azul e branco da Portela,
Desfilando triunfal sobre o altar do carnaval!


A história da criação desse samba, contada pelo próprio autor, pode ser lida no blog Ouro de Tolo.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Uniformes de times de futebol - Vasco da Gama

Há um bom tempo venho pensando em escrever sobre uniformes de futebol e a correta aplicação da regra 4 do jogo (ao contrário do que a maioria pensa, não basta que os uniformes sejam "diferentes": é preciso "diferenciar"), muitas vezes mal observadas por times e árbitros. Como atualmente a FIFA adota a prática do contraste entre os uniformes (chamada de "light and dark", em referência a claro/escuro) – algo que defendo há anos – achei por bem escrever a respeito e pretendo mostrar aqui as quinze camisas dos times do Campeonato Carioca. Evidentemente falarei do primeiro do amor do meu coração: o Vasco da Gama e, claro, não exibirei aqui a roupa daquele tal arquirrival cujo nome não pronuncio.

O Vasco ultimamente tem jogado sempre de roupa clara ou escura, como exige a FIFA. Ao contrário do que a imagem ao lado sugere e diferente do que muitos pensam, a primeira camisa do Vasco é a preta, não a branca. A fornecedora Umbro trata o kit como 2016/2017, já que não foi lançado um modelo específico para 2017. Então parece que pelo menos no Cariocão esse será o uniforme do Vasco.
Acho que a camisa do goleiro é clara demais: tenho dúvidas de que, no calor de um jogo com sol ela seja suficiente para diferenciar 
– não apenas ser diferente – o goleiro dos demais. Mas já vimos casos mais graves: o Santos costuma jogar todo de branco, mas o goleiro usa um cinza ainda mais claro: na hora do escanteio nem dá para saber quem é quem...

Há também uma camisa de goleiro preta, bem parecida com a de jogo (gosto muito quando o goleiro usa a outra camisa do time), mas só pode ser usada se não criar confusão com a roupa do adversário ou dos árbitros. É a regra, gostem ou não.

Os goleiros vascaínos têm se apresentado também com camisas laranja 
(faltou bordar branco ao redor da cruz: o escudo não aparece!) e azul celeste (referência à seleção defendida pelo titular Martin Silva):


Embora a camisa do Vasco seja bonita de qualquer jeito, penso que não deveria haver a faixa nas costas, porque isso atrapalha a exibição tanto de patrocínios quanto dos números dos jogadores:



O vídeo de lançamento dos uniformes, no ano passado:



domingo, 22 de janeiro de 2017

O purgatório do Cariocão: "seletiva" do Campeonato Carioca é imoral e ilegal


No ano passado o Campos Atlético Associação - clube popularmente conhecido como "Roxinho" - conseguiu "na bola" a vaga na série A do Campeonato Carioca de futebol: numa ascensão meteórica, o clube passou pela terceira e segunda divisões e, com todos os méritos,  alcançou a elite do esporte no Estado. Só que não! 

Para fingir que deu a todos os clubes a chance de participar da série A, a FFERJ inventou um Regulamento (leia aqui) que lista o nome dos 16 clubes "participantes" e em seguida prevê uma "fase preliminar", da qual seis times estão participando: os quatro últimos que não caíram para a série B em 2017 e os dois que subiram da série B para a A! Era essa a previsão anterior??? Em vez de disputar o campeonato contra os grandes da capital e as demais forças do interior, esses seis clubes participam do Torneio Purgatório, já que não estão no céu da Primeira Divisão nem no inferno da Segunda.

Desses seis times do Purgatório 2017 só os dois primeiros jogarão, de fato, o Campeonato Carioca: os outros quatro brigarão entre si numa fase debochadamente chamada de "especial" e cujo nome é, sarcasticamente, "grupo X", para saber quais serão os dois clubes que cairão para jogar a série B logo em seguida, em 2017 mesmo (?????)*. Os que não forem promovidos a jogar o Carioca nem rebaixados se mantém no limbo: garantem vaga... no Purgatório 2018, junto com os promovidos da série B de 2017 (que podem ser os mesmos que estavam no Purgatório, foram rebaixados e em seguida jogaram a série B deste ano) e com os últimos colocados da série A deste ano*...

Em virtude dessa enorme confusão é que dos 16 times da Primeira Divisão só 12 a jogarão de fato, sendo que 10 deles estão antecipadamente imunes ao rebaixamento, porque apenas os seis da seletiva podem ser rebaixados. Isso é uma imoralidade! Os clubes que conseguiram ficar na Primeira em 2016 mantiveram o direito de jogar na elite, mas foram rebaixados - não à série B, mas ao purgatório; os times que venceram a Série B em 2016 conquistaram o direito de estar na elite, não foram promovidos à Série A, mas ao purgatório. Isso é uma vergonha, uma virada de mesa, uma sacanagem. Mudar a regra após o jogo ser jogado é uma indecência.

Juridicamente, se a Federação quer um campeonato com 12 times, tem que prever antecipadamente que durante dois anos cairão quatro para a Série B e subirão dois para a A, para que os 16 se tornem 14 e depois 12. Sem entrar nas disposições de natureza fiscal e trabalhista inseridas em 2015, no parte técnica o Estatuto do Torcedor prevê (grifos nossos):

Art. 10. É direito do torcedor que a participação das entidades de prática desportiva em competições organizadas pelas entidades de que trata o art. 5o seja exclusivamente em virtude de critério técnico previamente definido.
§ 1o  Para os fins do disposto neste artigo, considera-se critério técnico a habilitação de entidade de prática desportiva em razão de:       
      I - colocação obtida em competição anterior; e
(.....)
§ 2o Fica vedada a adoção de qualquer outro critério, especialmente o convite (...)

§ 3o  Em campeonatos ou torneios regulares com mais de uma divisão, serão observados o princípio do acesso e do descenso (...):

Se o critério técnico que estava previamente definido quando o Roxinho ficou com o vice da Segundona era que jogaria a Primeira no ano seguinte e não uma seletiva, "fase preliminar" ou outro nome que se dê para disfarçar a mutreta, o fato é que o Regulamento do Campeonato Carioca 2017, além de imoral por desrespeitar os princípios básicos do esporte, é ilegal, porque desrespeitou o Estatuto do Torcedor quando criou o "Purgatório do Cariocão".

OBS: texto em roxo para homenagear o Campos AA.
*Atualizado em 29/01/2017, conforme o esdrúxulo artigo 39 do Regulamento.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

É preciso saber perder: a irritante cobertura tendenciosa da imprensa em relação a Donald Trump

FMB/Veja - Shannon Stapleton/Reuters
Quando ocorrem eleições num país/estado/cidade normalmente a posse do eleito - a não ser que se trate de reeleição - é aguardada com ares de esperança, de melhores tempos, de renovação. Afinal de contas, a vontade popular manifestada de acordo com as regras do jogo democrático sempre há de ser respeitada e faz parte desse jogo que os perdedores têm que se render à vontade da maioria.

Porém, no caso da eleição de Donald Trump, desde o início ocorreu o contrário: os especialistas insistiram em dizer primeiro que Trump não venceria as prévias entre os republicanos; depois a conversa foi no sentido de que, sendo candidato, nem os republicanos o aturavam (se não, por que o escolheram???) e ele teria que renunciar à corrida presidencial; não tendo ocorrido isso, passaram a dar como certa a vitória da democrata Hillary Clinton, que fez uma campanha pra lá de vitimista e populista (como é comum a todos que se flertam com a esquerda). Ocorre que Trump venceu a eleição na maioria dos estados americanos e tornou-se o Presidente: esse é o fato!

Como cada dia mais - em vez de se modernizar e cumprir sua função de informar de forma isenta - boa parte da imprensa prefere viver num mundo distante da realidade, onde sua função não seria informar, mas impor à sociedade os valores que são importantes nas redações. 

Como Trump não é exatamente o queridinho da imprensa, as manchetes sobre ele são sempre tenebrosas, em tom suspeito, calunioso (com exceção de poucos, como Felipe Moura Brasil): notícias requentadas e desmentidas há meses são tratadas como se fossem novidade; manifestantes que simplesmente não aceitam a derrota são tidos como heróis da resistência; traduções são intencionalmente distorcidas; dossiês sabidamente falsos são revelados como se fossem verdades que tirariam o republicano da Casa Branca; a toda hora se vê racismo, preconceito ou discriminação em tudo que o novo Presidente faz; o declarado combate aos imigrantes ilegais, que todo país faz, é tratado como se fosse xenofobia, mesmo sendo Trump hoje casado com uma imigrante; opiniões de artistas são mostradas como se fossem a voz do povo; se Trump reclama de "fake news" (notícias falsas) é mostrado como alguém que não respeita a liberdade de imprensa, o que nunca se falou de Barack Obama, mesmo quando ele detonava a Fox... sem contar no tom triunfalista em que era mostrada a campanha dos democratas (em contraste com o tom fúnebre que sempre relatava os comícios dos republicanos), agora substituído, sempre, por um olhar de reprovação dos jornalistas quando se fala algo sobre o hoje Presidente.

Isso é uma vergonha!

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Centrais de Atendimento ao Eleitor sob nova direção

A partir de hoje todas as Centrais de Atendimento ao Eleitor do Estado do Rio passarão a ser supervisionadas em sistema de rodízio, por um ano, por novas Zonas Eleitorais.

Em Campos a incumbência - que era da 75ª ZE - passa a ser da 98ª ZE, onde trabalho. Em razão disso passo a acumular (sem receber por isso) a Chefia do Cartório com a Supervisão da CAE.

Como o serviço já era bem feito, apenas daremos seguimento e, com modificações pontuais (como na arrumação da Central, abaixo), atenderemos aos cidadãos que fizerem o agendamento no site do TRE (www.tre-rj.jus.br/agendamento). Quem não agendar será atendido na medida da capacidade da CAE, segundo ordens recebidas do TRE/RJ.

O atendimento começa às 11:00, quando são distribuídas senhas para quem não fez o agendamento. As portas se fecham somente às 19 horas.





quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

O ganhador do prêmio Puskas 1976: Roberto Dinamite

Em 1976 o maior ídolo do Vasco da Gama em todos os tempos, Roberto Dinamite, fez contra o Botafogo o gol mais bonito daquele ano (e que é considerado até hoje o mais belo já feito no Maracanã). 
Se houvesse na época o Prêmio Puskas de gol mais bonito do ano, era só entregar para ele:

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Supermercados da fé: Jesus na tirolesa

Certas coisas são tão ridículas, tão absurdas, que dispensam comentários (não interessa qual a denominação, onde ocorreu o fato, nem o que se prega: não se trata de religião, mas do fato de que tudo tem limite).
Por isso, deixo cada um concluir o que melhor lhe aprouver:


domingo, 8 de janeiro de 2017

Jogando a criança fora junto com a água da bacia: lei campista que proíbe remoção de veículos quando o dono estiver presente é ilegal e inconstitucional

Lei 8.749/17
Por vezes o legislador pretende fazer boas coisas, mas extrapola suas atribuições ou, a título de corrigir determinados males, acaba criando outros. Às vezes a autoridade que sanciona uma lei tem a melhor das intenções, mas acaba criando um monstro. Foi o caso da Lei nº 8.749, de 04 de janeiro de 2017, do município de Campos/RJ: visando combater pontuais erros e desmandos de alguns agentes de trânsito (leia), a lei acaba por inviabilizar o trabalho da imensa maioria, que trabalha corretamente. Vejamos (grifos nossos):

Art. 2º- A medida administrativa de remoção do veículo por reboque público ou por empresa prestadora de serviços neste Município, só será cabível quando o responsável pelo veículo não estiver presente para efetuar a sua remoção.

De acordo com a regra agora em vigor na cidade de Campos, estando o dono ao lado do carro, poderá estacionar em frente a uma garagem, ocupar a vaga de uma ambulância, parar na vaga reservada a idosos, "bater pega", trancar cruzamentos, dar "cavalinho-de-pau", parar em frente a hidrantes ou pontos de ônibus, estacionar na ciclovia, em fila dupla ou na contramão... 

Criou-se situação esdrúxula! Campos criou uma nova figura jurídico-administrativa: pasme-se, mas na parte final do artigo acima quem tem que "efetuar a remoção" de veículo irregularmente estacionado é o próprio dono, não sendo a mesma cabível quando o responsável pelo veículo estiver presente". Assim sendo, em Campos o motorista pode transgredir as regras, admitir que está errado e ainda assim olhar para o Guarda e afirmar categoricamente que não vai remover o carro nem permitir que outra pessoa ou órgão o faça, apenas por estar presente ao local onde ele próprio cometeu uma infração... e ainda assim estará fazendo apenas o que a lei lhe permite!!! Traduzindo: o Guarda de Trânsito em Campos virou um fantoche, uma marionete na mão dos motoristas, sejam eles cumpridores das leis ou não; o motorista cumpridor das regras de trânsito em Campos virou otário; o motorista que, estando errado, "permitir" a remoção do carro virou "boca aberta"... Mas a lei não para por aí:


Art. 3º, Paragrafo Único - Servirá de prova da presença do responsável pelo veículo, dentre outros meios de prova, foto e/ou filmagem do momento do içamento do veículo, em que na imagem possa ser identificado o responsável, o veiculo e o reboque, não podendo o agente ou funcionário obstar ou dificultar a obtenção da prova.

Art. 4º - Presente o responsável pelo veículo estacionado irregularmente e se mesmo assim for efetuada a remoção, ocorrerá:
I - Multa de R$ 1.000,00 (mil reais) a ser paga por quem, na inobservância desta Lei rebocou e/ou autorizou o reboque.

II - Suspensão por 30 (trinta) dias ao Agente de Trânsito que determinar a remoção do veículo estando seu responsável presente.

Fica claro que a lei não atende ao princípio da razoabilidade: por mais absurda que seja a transgressão, que Guarda vai querer determinar que um carro seja rebocado se sabe que, aparecendo o dono, uma "selfie" do momento do reboque lhe custará multa de mil reais e ainda suspensão por trinta dias (consequentemente sem salário)? Como a lei parte do princípio de que todos os Guardas fazem remoções de veículos de forma abusiva, o serviço de fiscalização das infrações de trânsito ficará seriamente prejudicado, pois o máximo que o pessoal da área fará será anotar a multa e sair de perto: a título de exemplo, se o dono aparecer após o Guarda ter pacientemente esperado por meia hora, chamado o reboque, colocado os lacres nas portas e içado o veículo à carroceria do caminhão... mas ainda assim a "selfie" for feita nesse último momento, mesmo que o motorista esteja de má-fé todo o serviço estará perdido e quem se dá mal não é o infrator e sim o Guarda! 

Art. 5º - A multa imposta no inciso I do Art. 4º será revertida ao proprietário do veículo como antecipação de indenização por perdas e danos, independentemente das medidas judiciais que por ventura o proprietário venha promover.

Ocorre que, por uma questão de formalidade, essa lei é claramente inconstitucional, pois só a União pode legislar sobre trânsito e transporte (competência privativa), conforme previsto na Constituição da República, sendo que não há lei complementar que autorize nem mesmo os Estados a fazê-lo, quanto mais os Municípios, que só podem suplementar regras:

Art. 22. Compete privativamente à União legislar sobre:
.........
XI - trânsito e transporte
.........
Parágrafo único. Lei complementar poderá autorizar os Estados a legislar sobre questões específicas das matérias relacionadas neste artigo.

O Código de Trânsito delimita a atuação municipal:


Art. 24. Compete aos órgãos e entidades executivos de trânsito dos Municípios, no âmbito de sua circunscrição:      (Lei 13.154/15)  
        I - cumprir e fazer cumprir a legislação e as normas de trânsito, no âmbito de suas atribuições;
.........
        VI - executar a fiscalização de trânsito, autuar e aplicar as medidas administrativas cabíveis, por infrações de circulação, estacionamento e parada previstas neste Código, no exercício regular do Poder de Polícia de Trânsito;

Interessante notar que em seu artigo 1º fica claro que a Lei campista pretende dar cumprimento às regras que coíbem o estacionamento irregular de que trata o artigo 181 do CTB, mas acaba por inviabilizá-lo, em razão do seguinte: há clara confusão entre os temas "retenção" (art. 270 do CTB, quando é possível sanar a irregularidade no local da infração) e "remoção" (abaixo) e em razão disso entende a lei que esta pode ser obstada pela presença do motorista, quando não pode (bom senso ajuda sempre). A prova de que a lei campista está errada está no fato de que o Código de Trânsito prevê a notificação do proprietário por ocasião da remoção do veículo:


Art. 271. O veículo será removido, nos casos previstos neste Código, para o depósito fixado pelo órgão ou entidade competente, com circunscrição sobre a via.
           § 1o A restituição do veículo removido só ocorrerá mediante prévio pagamento de multas, taxas e despesas com remoção e estada, além de outros encargos previstos na legislação específica. (Lei 13.160/15)  
.........
         § 4º  Os serviços de remoção, depósito e guarda de veículo poderão ser realizados por órgão público, diretamente, ou por particular contratado por licitação pública, sendo o proprietário do veículo o responsável pelo pagamento dos custos desses serviços.       (Lei 13.281/16)  
       § 5o O proprietário ou o condutor deverá ser notificado, no ato de remoção do veículo, sobre as providências necessárias à sua restituição e sobre o disposto no art. 328, conforme regulamentação do CONTRAN.  (Lei 13.160/15)
      § 6º  Caso o proprietário ou o condutor não esteja presente no momento da remoção do veículo, a autoridade de trânsito, no prazo de 10 (dez) dias contado da data da remoção, deverá expedir ao proprietário a notificação prevista no § 5º, por remessa postal ou por outro meio tecnológico hábil que assegure a sua ciência, e, caso reste frustrada, a notificação poderá ser feita por edital.    (Lei 13.281/16) 
.........
           § 9o Não caberá remoção nos casos em que a irregularidade puder ser sanada no local da infração.     (Lei 13.160/15)
.........
       § 13.  No caso de o proprietário do veículo objeto do recolhimento comprovar, administrativa ou judicialmente, que o recolhimento foi indevido ou que houve abuso no período de retenção em depósito, é da responsabilidade do ente público a devolução das quantias pagas por força deste artigo, segundo os mesmos critérios da devolução de multas indevidas.  (Lei 13.281/16)  


Assim, se há lei nacional determinando a notificação do condutor quando da remoção do veículo, é evidente que não pode haver lei municipal impedindo que tal fato ocorra, sendo flagrante a ilegalidade, já que a lei menor não pode contradizer a que lhe é superior, o que mais ainda se escancara quando o Município dá ao infrator a faculdade de permanecer no erro apenas por estar presente ao local (já que fica impedida a remoção), quando a União não o faz. E ainda por cima prevê uma absurda multa de mil reais e suspensão de trinta dias para o Guarda de Trânsito que quiser fazer o que o Código de Trânsito determina!!!... 

Mais ainda: em nossa amada Campos dos Goytacazes em virtude dessa nova lei uma ordem legal para a remoção do veículo, dada pela autoridade de trânsito com base no Código de Trânsito... torna-se ilegal!!! Na prática, em Campos o artigo 195 do Código de Trânsito está "revogado":


Art. 195. Desobedecer às ordens emanadas da autoridade competente de trânsito ou de seus agentes:
        Infração - grave; Penalidade - multa.

Em suma: se o Município não revogar essa lei desproporcional, irrazoável, ilegal e inconstitucional, será necessário que o Ministério Público acione o Poder Judiciário para declarar a inconstitucionalidade da Lei 8.749/17, independente de os cidadãos acharem bom o fato de agora poderem "se vingar" dos Guardas. Não pode a própria Administração Pública - a título de corrigir eventuais excessos dos agentes públicos - liberar excessos dos particulares. É disso que fala o ditado popular: "não se pode jogar a criança fora junto com a água da bacia." 

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Vanessa Farias: uma linda voz

A linda voz da linda Vanessa Farias (a famosa vocalista da banda de Emmerson Nogueira) pode ser apreciada abaixo na releitura de "Blaster Master"* feita pelo Sonido Clube, um duo de Florianópolis que faz versões acústicas de clássicos da música. Para ser bem sincero, essa versão pop rock é daquelas que entra na categoria "cópia melhor do que o original":


* A canção original é um reggae gravado por Stevie Wonder em 1980.

sábado, 24 de dezembro de 2016

O que está faltando para muitos pais é vergonha na cara


Não existe receita para criar filhos. Mas há algo que certamente não ajuda: a excessiva permissividade dos pais para com os filhos. É claro que se deve buscar a construção de uma sociedade livre e justa, que respeite todos os cidadãos. Basicamente todo mundo faz isso. Mas – sem citar nomes ou casos específicos e evidentemente sem ofender ninguém – quando, às portas de 2017, vemos pais e mães "comemorando" o fato de que o filho de três anos se veste como a Princesa Elsa (de Frozen) ou que no aniversário de 4 anos um menino escolheu como tema "A Pequena Sereia" e, mais, fantasiou-se como a própria durante a festa (com direito a peruca roxa e tudo), a maioria das pessoas se pergunta (embora quase ninguém fale a respeito, por medo de ser tachado disso ou daquilo): o que está acontecendo com os pais de hoje em dia?

Em encontro com bispos católicos na cidade de Cracóvia (Polônia) no dia 27/06/2016, o Papa Francisco disse (original no site do Vaticano, aqui):


"Na Europa, nos Estados Unidos, na América Latina, na África, nalguns países da Ásia, existem verdadeiras colonizações ideológicas. E uma delas – digo-a claramente por nome e apelido – é o gênero! Hoje às crianças – às crianças! – na escola, ensina-se isto: o sexo, cada um pode escolhê-lo. E porque ensinam isto? Porque os livros são os das pessoas e instituições que dão dinheiro. São as colonizações ideológicas, apoiadas mesmo por países muito influentes. E isto é terrível. (...) Deus criou o homem e a mulher; Deus criou o mundo assim, assim e assim; e nós estamos a fazer o contrário. Deus deu-nos um estado inculto para que o fizéssemos tornar-se cultura; e depois, com esta cultura, fazemos as coisas que nos levam ao estado inculto! "

O psicólogo Rossandro Klinjey, doutor em Psicanálise, afirma categoricamente (maio de 2016. Programa Ideia Livre - TV Itararé - Campina Grande/PB) :

"Os pais do passado não se preocupavam em ser amados, mas não abriam mão de ser respeitados e com isso conseguiam o amor e o respeito. Infantilmente e de forma insegura os pais de hoje querem ser amados por crianças e adolescentes, que nenhuma sofisticação têm ainda para um sentimento tão nobre. Tentam ser amados mas não se fazem respeitados e ao final não conseguem nem o amor nem o respeito. Como criam crianças que não suportam um "não" ou frustrações ("não vou dar", "não vou comprar"), criam pessoas com incapacidade de suportar que a vida nem sempre lhes será favorável"


O que falta a muitos pais hoje em dia é vergonha na cara. Por medo de não serem amados, nunca dizem "não" e acabam virando reféns dos próprios filhos, em vez de comandá-los. Falta é respeitar o que a natureza fez por seus filhos. Falta comportar-se dentro daquilo que mais respeita as crianças enquanto futuros cidadãos: ensiná-los a ser boas pessoas e respeitar, sim, as escolhas dos filhos – quando eles tiverem discernimento suficiente para tanto. 

Nas redes sociais, para passar a impressão de serem "descoladas", "antenadas", "legais", "modernas",  muitas pessoas ficam dando lição de moral nos "antiquados", como se criar um menino como menina fosse algo libertador, grandioso e como se dar uma boneca ou uma casinha para uma menina a colocasse em posição de inferioridade. Pelo amor de Deus! Olhem para meninas e meninos da mesma idade e vejam as diferenças evidentes entre eles! Algumas pessoas destilam suas frustrações de infância dizendo que é preciso deixar as crianças fazer o que bem entenderem, como se isso não fosse criar outros problemas A título de "respeitar as escolhas" de crianças de três ou quatro anos, acabam por não cumprir suas próprias obrigações como pais: orientar os filhos. Quem disse que meninas têm que ser criadas como se meninos fossem? Parece ridícula a pergunta, mas... que mal há em vestir um menino como menino e uma menina como menina, se Deus os fez assim?

Sem comparar uma coisa com outra – até porque crianças não têm noção das coisas – mas se um menino bate no coleguinha, seus pais "respeitam o jeito de ser da criança" ou explicam que não é assim que se age? O que se deve fazer quando o filho pega um bombom na padaria e leva para casa... "respeitar as escolhas" dele? Acaso uma criança de três anos comendo areia deve ser "respeitada em suas opções alimentares" ou orientada que isso faz mal? Se um menino – exatamente por mal ter noção da diferença entre homens e mulheres pede para andar de saia e salto alto como a mamãe (ou se uma menina pede para usar cueca como o papai), ele deve ouvir que não é assim que meninos se vestem ou os pais devem ficar paralisados ante essa "escolha", justificando sua incapacidade de explicar o óbvio culpando a sociedade por ser "preconceituosa"? 

Cada família, seja ela como for, tem o direito de escolher a hora de explicar para as crianças como funciona o mundo, o quanto é necessário o respeito entre as pessoas e o que vêm a ser as escolhas que cada um faz para sua vida. Mas é preciso dar tempo ao tempo; é preciso tratar crianças como crianças, sem antecipar fatos e sem queimar etapas. Feito isso, que se respeite o que cada um escolher para si, sem que seja discriminado por suas escolhas. O jornalista Alexandre Garcia disse algo óbvio, evidente, incontestável:

"Todos nascem com sexo biológico. Como no reino animal, na classe dos vertebrados, mamíferos, na ordem dos primatas, na família dos hominídeos e aqueles do gênero humano (é isso que diz a Biologia), nascemos machos e fêmeas. É um fato biológico. Não é a ideologia que marca o nosso sexo."

É fácil exaltar o fato de que crianças não têm preconceitos, porque isso é verdade, já que crianças também não têm conceitos. Ocorre que os conceitos são construídos dentro da sociedade e não fora dela, porque ninguém vive numa ilha deserta. Para escolher é preciso conhecer e por isso é preciso dar às famílias o direito de ensinar as crianças dentro daquilo que lhes parece correto. Assim sendo, quem quer criar os filhos como sendo de outro sexo que o faça, mas por gentileza não fique acusando as famílias tradicionais de serem isso ou aquilo ou de estarem agindo da forma errada, pois cada um faz o que acha melhor para seus filhos, eis que crianças simplesmente não sabem como é a vida e por isso precisam de... pais! 

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Até quando acerta a FIFA erra

A emblemática imagem do lance do "Ceguinho do Maracanã" mostra que a FIFA sempre teve compromisso com o erro, não com o acerto: mesmo estando a poucos metros do gol, um auxiliar fez questão de não ver que a bola entrou 33 cm num jogo do Vasco da Gama contra um outro time (que curiosamente sempre foi beneficiado por "erros" da arbitragem). Para os milhares de espectadores no local, milhões em casa e para as 20 câmeras da transmissão a bola entrou, mas não se podia ir à beira do campo para olhar o lance no vídeo.

A título de "não inviabilizar a prática do jogo nos lugares onde não é possível usar a tecnologia" ou de "não tirar o elemento humano do jogo", erros grotescos prejudicaram inúmeros clubes e seleções, mesmo em épocas em que as imagens já poderiam ser usadas para evitar que o resultado fosse mudado por conta de incompetência ou má-fé. Sem falar que poderiam ser desenvolvidos programas para ajudar ainda mais, mas os dirigentes sempre resistiram a isso.

Zagueiro (de preto) puxa a perna do atacante (SporTV) 
Início: atacante dentro da área; zagueiro fora (Fox Sports)
Quando finalmente a FIFA acerta e, num jogo da Copa do Mundo de Clubes, pela primeira vez usa o vídeo para auxiliar o árbitro, ocorre algo impressionante: tanto o árbitro assistente de vídeo quanto o árbitro principal viram que houve pênalti (à esquerda) numa jogada, o que não havia sido notado inicialmente... mas eles simplesmente se esqueceram de observar que antes do pênalti houve impedimento (abaixo) do jogador Nishi, exatamente o que sofreu a infração. Como é que o mundo inteiro sabe disso, mas os árbitros deixam passar???? 

Pior: em vez de reconhecer o óbvio e afirmar que o sistema está sendo e será aprimorado, a FIFA teve a coragem de soltar uma nota onde defende o indefensável, inventando que Nishi foi considerado "não estar em impedimento por ser incapaz de desafiar o oponente pela bola", talvez porque o lançamento não foi exatamente na direção dele. Mas não há dúvida de que o atacante disputou o lance: tanto o jogador era capaz de desafiar o oponente que deu um tranco nele e depois, indo ambos em direção à bola... sofreu o pênalti!!!! O vídeo:



Em suma: até quando faz o certo, a FIFA faz errado...

Atualização às 15:25 h de 15/12/2016: no segundo jogo importante do Mundial de Clubes, houve outra lambança... veja aqui.
Fontes: SporTV, Globo Esporte, Fox Sports, Veja, Youtube.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Não existe piada politicamente correta: o "bullying-arte" de Léo Lins

A plateia, um microfone e no palco um jovem comediante que se define como alguém que tem "humor inteligente e ácido e adquiriu fama de escrever piadas sobre qualquer assunto e por representar o chamado “bullying-arte (piadas de insulto e humor negro)": é o que basta para o excelente Léo Lins fazer todo mundo rir desmedidamente, falando "do cotidiano ao esdrúxulo".

E o melhor: ele não se preocupa com a irritante censura moderna das "redes sociais antisociais", não! Vai lá, faz a piada dele e pronto! Por exemplo: no ótimo show "Piadas Secretas", em exibição na Netflix, ele diz que a cidade em que esteve e que tinha mais gente feia foi... Campos! Segundo ele, "quem quiser fazer um filme de zumbis em Campos só precisa contratar os humanos, porque o resto a cidade provê naturalmente" (kkkkk). Quem quiser ficar ofendidinho com a zoeira de Léo, inventar que ele ofendeu os campistas, ou achar que ele é zumbifóbico... pode ir se queixar ao bispo. É só humor! Veja:


É chegado o momento de novamente se permitir aos comediantes fazer troça do que bem entenderem: comediantes não devem ser levados a sério, porque fazem... comédia! O que não pode é se permitir apenas a humoristas gordos que façam piadas de gordo; a nordestinos que zoem nordestinos; a humoristas negros que brinquem com negros; a humoristas gays que chamem gays de 'bicha', negando-se tais direito aos demais artistas que não façam parte de alguma "minoria". Afinal de contas, só existem dois tipos de piadas: as engraçadas e as sem graça , porque a liberdade de expressão assim o permite. O que não existe é "piada politicamente correta".

sábado, 26 de novembro de 2016

Vasco 2017: a volta dos que não deveriam ter ido

Com a vitória de hoje o Vasco da Gama volta a seu lugar de direito após um "ano sabático" (nós não pagamos à Portuguesa para cair no nosso lugar!): a elite do futebol brasileiro.

Para 20127 é preciso almejar a preparação de um time grandioso, que almeje não apenas permanecer na série A ou conseguir vaga na Sulamericana ou na Libertadores, mas sim vencer todos os campeonatos que participar (o tetracampeonato Carioca - já que vencemos em 2014 (mas fomos roubados), 2015 e 2016 - é quase uma obrigação), isso sim algo condizente com a história do Vasco da Gama.

Que venha a nova temporada!

Em festa, inferno comemora a chegada de Fidel Castro

Quando alguém morre, imediatamente sua legião de fãs triplica: gente que nem sabia o que fazia o falecido corre para se mostrar enlutado. É patético. 

Agora que o canalha Fidel Castro faleceu, os marxistas bocós (perdão pela redundância), que dizem que o facínora Che Guevara foi um mártir, tentam fazer o mesmo com o cubano. 

Mas a História já lhe reservou uma cadeira cativa no inferno.

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Greta Garbo, quem diria, acabou no Irajá


Nos anos 70 uma peça teatral de autoria de Fernando Melo fez muito sucesso: "Greta Garbo, quem diria, acabou no Irajá" é uma comédia que ainda hoje desperta o interesse em todo o país.

Na peça um campista sonha ter sucesso como médico na capital, mas acaba no subúrbio do Rio com um amigo que sonhava ser Greta Garbo, a enigmática estrela de Hollywood: com cara de funeral, abraçados, eles conversam sobre o fato de que a vida é uma merda, mas que seriam instalados postes cor-de-rosa na cidade e que há um mundo de gente em Campos doida para ir morar no Rio...
O original da peça, datilografado pelo próprio autor em 1970. Fonte: "Rasuras de Greta Garbo", de Arivaldo de Souza.

sábado, 12 de novembro de 2016

O que Campos precisa (parte 1 - Esportes: a Vila Olímpica do Parque Esplanada)

Sempre é bom seguir o adágio "A César o que é de César": pouco interessando as pessoas em questão, quando ideias e atitudes merecerem críticas elas devem ser feitas, o mesmo valendo para elogios. Criticar por criticar ou menoscabar absolutamente tudo que uma pessoa ou grupo faz ou diz é coisa de quem tem pouco apreço pela democracia e/ou muito apego ao poder.

Como cidadão campista que ama sua cidade, tem orgulho dela e caminha pelos quatro cantos do município, é claro que observo muitas coisas certas e erradas em nossa Campos. Se pouco opino a respeito é porque - embora não haja proibição alguma de que eu me manifeste - opto por não entrar em questões referentes a casos concretos, já que trabalho na Justiça Eleitoral (aí aplica-se outro ditado romano: "A mulher de César não basta ser honesta: é preciso parecer ser honesta).

Dito isto trago a seguir algumas imagens de um projeto recém inaugurado em nossa cidade, com o qual fiquei encantado: a Vila Olímpica do Parque Esplanada (não falo de outras Vilas, terminadas ou não: só conheço essa).
O espaço é excelente, fica num ponto central do bairro e há acesso fácil. Na foto acima é possível ver que ao lado da Vila há uma creche municipal (que também é muito boa e bem cuidada), sendo possível fazer a interação entre as atividades de ensino e lazer.
Lá vi crianças daquela comunidade felizes tendo aula de natação (havia um guarda-vidas do Corpo de Bombeiros) e seus parentes orgulhosos aguardando-os para levá-los de volta às suas casas. 
Penso que deveria haver um posto da Guarda Municipal no local, para evitar uso abusivo do mesmo, como já ocorreu em outras cidades. 
Não sei se por falta de espaço, mas chama a atenção o fato de não haver no local uma pista de atletismo (o que dá margem a que se questione o termo "Olímpica") nem campo de futebol, mas há uma quadra à disposição da população e uma piscina muito bem cuidada. Existem vestiários e um espaço para recreação infantil.

No local há também um salão de festas, que também está à disposição das pessoas do bairro, com bastante espaço. É preciso assinar um termo de compromisso para usar o local.
Seria uma boa ideia utilizar tal espaço durante o dia para a prática de artes marciais.

Parece-me um projeto que deve ser continuado, aprimorado e, se houver possibilidade, levado a mais lugares, porque é de coisas assim que precisamos para proporcionar a nossas crianças chances de lazer: uma política de incentivo ao esporte passa muito mais por instalações adequadas e acessíveis ao público-alvo do que pela montagem de equipes profissionais, por exemplo.

Não precisamos fabricar campeões: precisamos dar ocupação aos menores, principalmente aos menos favorecidos. É preciso apresentar às pessoas oportunidades para que pratiquem esportes, isso sim.
À comunidade do bairro, além de usufruir do espaço, é preciso sobretudo ajudar a cuidar dele, porque exatamente por tratar-se de coisa pública é que a Vila Olímpica é de todos. E se é de todos não pode ser de um ou outro que venha a destruir o que dá tanto trabalho e é feito com dinheiro que sai do bolso de todos nós, inclusive daqueles que nunca irão lá.