Por trabalhar na Justiça Eleitoral, evito citar nomes de políticos e/ou partidos políticos brasileiros (embora eu pudesse fazê-lo sem problema algum, pois sou um cidadão como outro qualquer: o Código de Ética do TRE/RJ não tem vedação nesse sentido, porque o fato de ser servidor público não retira minha liberdade de expressão).
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segunda-feira, 31 de julho de 2017

"Roubado é mais gostoso": o apito amigo de fé

A indecente campanha de parte da arbitragem em favor do time carioca que se vangloria de ganhar roubado não para: não bastassem as já costumeiras reclamações e auxílios externos ("vão consultar a gente de novo!") que sempre fazem os apitadores voltarem atrás nas marcações de pênaltis contra a dita equipe, agora inventaram o impedimento reverso:

É impressionante que uma equipe de arbitragem de série A cometa um erro tão infantil: o árbitro chegou a dar o gol do Corinthians que decretaria a derrota do tal time de massa, mas voltou atrás e anulou um tento onde o impedimento foi de -3,2 m, segundo a ESPN: é o impedimento reverso! A coisa é orquestrada para favorecer o time que tem a simpatia da Rede Globo!

Há poucos dias o Santos FC perdeu a chance de ficar com a vaga na semifinal da Copa do Brasil porque o árbitro - que estava a uns 5 metros da jogada - resolveu, mais de 1 minuto depois, dar ouvidos ao 4º árbitro (que estava a uns 30 metros do lance), sob o argumento de que o ângulo de visão dele era melhor... 

Só esqueceram de combinar isso com o fotógrafo que registrou a cena ao lado, que mostra que a distância do 4º árbitro era grande e que ele estava encoberto. Pergunta: por que motivo ele esperou mais de um minuto para "auxiliar" o árbitro? Por que motivo os erros de arbitragem (ou seus "consertos") sempre beneficiam o time rubro-negro, como no jogo contra o Avaí em Florianópolis?


Como diria Boris Casoy: "Isso é uma vergonha!"

domingo, 14 de maio de 2017

Cafuringa, Natal e Jairzinho lá na ponta, indignados

No jogo entre Manchester City e Leicester, pelo campeonato inglês, o jogador Mahrez (Leicester), conseguiu uma proeza: fez um gol de pênalti, mas este foi anulado porque ele tocou duas vezes na bola na hora do chute.

Está no Livro de Regras do Futebol (regra 14 - tiro penal):

"Procedimento: (...) o executor do tiro penal não poderá tocar na bola pela segunda vez até que esta tenha tocado em outro jogador.
(...)
Se após a execução do tiro penal o executor tocar na bola pela segunda vez (exceto com suas mãos), antes que essa tenha tocado em outro jogador será concedido um tiro livre indireto para a equipe adversária, que será executado do local onde ocorrer a infração."



Independente de ter sido o escorregão obra do acaso, o fato é que não se pode perder um pênalti assim: em decorrência disso Leicester perdeu o jogo por 2 X 1.

O título da postagem é um dos versos de "In(dig)nação" (Skank, 1992) e faz referência a pontas famosos nos anos 70: Cafuringa (do Atlético/MG, origem do apelido do capitão do penta, Cafu), Natal (do Cruzeiro) e Jairzinho (o "Furacão da Copa", pai de Jair Ventura, atual treinador do Botafogo), que atuavam em posição quase extinta no futebol moderno.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Uniformes de times de futebol - Vasco da Gama

Há um bom tempo venho pensando em escrever sobre uniformes de futebol e a correta aplicação da regra 4 do jogo (ao contrário do que a maioria pensa, não basta que os uniformes sejam "diferentes": é preciso "diferenciar"), muitas vezes mal observadas por times e árbitros. Como atualmente a FIFA adota a prática do contraste entre os uniformes (chamada de "light and dark", em referência a claro/escuro) – algo que defendo há anos  achei por bem escrever a respeito e pretendo mostrar aqui as quinze camisas dos times do Campeonato Carioca. Evidentemente falarei do primeiro do amor do meu coração: o Vasco da Gama e, claro, não exibirei aqui a roupa daquele tal arquirrival cujo nome não pronuncio.

O Vasco ultimamente tem jogado sempre de roupa clara ou escura, como exige a FIFA. Ao contrário do que a imagem ao lado sugere e diferente do que muitos pensam, a primeira camisa do Vasco é a preta, não a branca. A fornecedora Umbro trata o kit como 2016/2017, já que não foi lançado um modelo específico para 2017. Então parece que pelo menos no Cariocão esse será o uniforme do Vasco.
Acho que a camisa do goleiro é clara demais: tenho dúvidas de que, no calor de um jogo com sol ela seja suficiente para diferenciar 
– não apenas ser diferente  o goleiro dos demais. Mas já vimos casos mais graves: o Santos costuma jogar todo de branco, mas o goleiro usa um cinza ainda mais claro: na hora do escanteio nem dá para saber quem é quem...

Há também uma camisa de goleiro preta, bem parecida com a de jogo (gosto muito quando o goleiro usa a outra camisa do time), mas só pode ser usada se não criar confusão com a roupa do adversário ou dos árbitros. É a regra, gostem ou não.

Os goleiros vascaínos têm se apresentado também com camisas laranja 
(faltou bordar branco ao redor da cruz: o escudo não aparece!) e azul celeste (referência à seleção defendida pelo titular Martin Silva):


Embora a camisa do Vasco seja bonita de qualquer jeito, penso que não deveria haver a faixa nas costas, porque isso atrapalha a exibição tanto de patrocínios quanto dos números dos jogadores:



O vídeo de lançamento dos uniformes, no ano passado:



quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Até quando acerta a FIFA erra

A emblemática imagem do lance do "Ceguinho do Maracanã" mostra que a FIFA sempre teve compromisso com o erro, não com o acerto: mesmo estando a poucos metros do gol, um auxiliar fez questão de não ver que a bola entrou 33 cm num jogo do Vasco da Gama contra um outro time (que curiosamente sempre foi beneficiado por "erros" da arbitragem). Para os milhares de espectadores no local, milhões em casa e para as 20 câmeras da transmissão a bola entrou, mas não se podia ir à beira do campo para olhar o lance no vídeo.

A título de "não inviabilizar a prática do jogo nos lugares onde não é possível usar a tecnologia" ou de "não tirar o elemento humano do jogo", erros grotescos prejudicaram inúmeros clubes e seleções, mesmo em épocas em que as imagens já poderiam ser usadas para evitar que o resultado fosse mudado por conta de incompetência ou má-fé. Sem falar que poderiam ser desenvolvidos programas para ajudar ainda mais, mas os dirigentes sempre resistiram a isso.

Zagueiro (de preto) puxa a perna do atacante (SporTV) 
Início: atacante dentro da área; zagueiro fora (Fox Sports)
Quando finalmente a FIFA acerta e, num jogo da Copa do Mundo de Clubes, pela primeira vez usa o vídeo para auxiliar o árbitro, ocorre algo impressionante: tanto o árbitro assistente de vídeo quanto o árbitro principal viram que houve pênalti (à esquerda) numa jogada, o que não havia sido notado inicialmente... mas eles simplesmente se esqueceram de observar que antes do pênalti houve impedimento (abaixo) do jogador Nishi, exatamente o que sofreu a infraçãoComo é que o mundo inteiro sabe disso, mas os árbitros deixam passar???? 

Pior: em vez de reconhecer o óbvio e afirmar que o sistema está sendo e será aprimorado, a FIFA teve a coragem de soltar uma nota onde defende o indefensável, inventando que Nishi foi considerado "não estar em impedimento por ser incapaz de desafiar o oponente pela bola", talvez porque o lançamento não foi exatamente na direção dele. Mas não há dúvida de que o atacante disputou o lance: tanto o jogador era capaz de desafiar o oponente que deu um tranco nele e depois, indo ambos em direção à bola... sofreu o pênalti!!!! O vídeo:



Em suma: até quando faz o certo, a FIFA faz errado...

Atualização às 15:25 h de 15/12/2016: no segundo jogo importante do Mundial de Clubes, houve outra lambança... veja aqui.
Fontes: SporTV, Globo Esporte, Fox Sports, Veja, Youtube.