Por trabalhar na Justiça Eleitoral, evito citar nomes de políticos e/ou partidos políticos brasileiros (embora eu pudesse fazê-lo sem problema algum, pois sou um cidadão como outro qualquer: o Código de Ética do TRE/RJ não tem vedação nesse sentido, porque o fato de ser servidor público não retira minha liberdade de expressão).
Na série sobre os uniformes do Carioca 2017 é preciso mostrar logo os uniformes dos clubes que disputam o "grupo especial" do Campeonato Carioca (buscando manter-se não na primeira divisão, mas no "purgatório" - leia), porque para eles logo o campeonato terá fim, sem enfrentar sequer um dos times grandes...
O Campos AA tem roupas confeccionadas pela WA Sports. Como primeiro uniforme temos a tradicional camisa em roxo, preto e branco, com calções e meias pretos. Só não gosto da assimetria nas mangas, onde uma é roxa e a outra preta: penso que deveriam ser iguais.
Seguindo o padrão da FIFA, o segundo uniforme é todo branco, com detalhes em roxo.
O terceiro uniforme tem uma camisa linda com um degradê de preto e roxo que na minha opinião é a mais bonita de todas do Carioca:
Após fechar o ano de 2016 com problemas com sua fornecedora de material esportivo (a canadense Dryworld), inclusive com notícias de rescisão do contrato e rumores de que o clube poderia assinar com Adidas, Nike ou Under Armour, o fato é que o time principal do Fluminense tem jogado o Cariocão com a camisa da Dryworld. Porém, a marca da empresa não aparece no site do clube e a camisa não está à venda na loja oficial na internet.
Tradicionalmente o Fluminense usa camisa tricolor com shorts e meias brancos. Neste ano as camisas seguem a tradição do clube, com as listras verticais em verde, branco e grená. Embora o design pudesse ser melhor, é possível ver o número nas costas da camisa.
A segunda camisa tem design muito bonito, sem invencionices. O mesmo se pode dizer das camisas dos goleiros, que não confundem com as do próprio time (isso é tão óbvio que parece absurdo o comentário, mas nos últimos tempos tem sido tão comum a confecção de roupas de goleiro propositalmente parecidas com a do resto do time que cumprir a regra virou motivo para destaque):
Com a correta determinação da FIFA de que os uniformes sigam o padrão "light/dark", tem sido comum ver o time se apresentar todo de branco ou com a primeira camisa e shorts e meias em grená:
Fluminense X Portuguesa/RJ - 05/02/2017
Isso evita que dois times entrem em campo com calções claros e camisas escuras, como na foto abaixo:
Fluminense X Botafogo pelo Brasileirão 2016: a diferenciação não pode estar só nas meias!
Agora é aguardar para ver quem vestirá o Tricolor das Laranjeiras no Brasileirão 2017 e torcer para que use bem a combinação das cores tão tradicionais do Fluminense.
Seguindo com os uniformes do Campeonato Carioca 2017, hoje vemos a roupa que o glorioso Botafogo tem se apresentado.
Ao centro está a primeira camisa, em branco e preto, que segue mantendo a tradição do clube e continua bonita como sempre.
Neste ano a segunda camisa, segundo a fabricante Topper, é cinza. Mas em tudo o uniforme parece branco. De forma discreta ela segue o padrão de listras verticais da vestimenta principal, o que ocorre também com o terceiro uniforme, no qual há uma mescla de cinza e preto. Sóbrias e bonitas (e dá para ver o número! Rsrsrs).
No primeiro jogo pela Libertadores 2017 Fogão e Colo-Colo usaram o contraste exigido pela FIFA: mesmo com o primeiro uniforme normalmente tendo meias cinzas, a equipe brasileira corretamente entrou em campo com meias pretas, pois os chilenos jogaram de branco.
Imagem: UOL Esportes
Há apenas uma observação a se fazer: é praticamente impossível ver o número da camisa 1, porque não há um espaço nas costas em branco (ou preto), como a própria Topper fez em 1999:
Hoje em dia é comum a variação de shorts e meias visando dar aos uniformes um padrão de cores que diferencie bem as equipes. Abaixo temos uma visão geral dos uniformes do Fogão em 2017, inclusive dos goleiros e uma camisa feminina:
Foto: Vitor Silva / SSpress / Botafogo
Por fim, uma
interessante história referente a uniformes e que talvez se encaixe na
brincadeira "há coisas que só acontecem ao Botafogo". Em
1996, na final do tradicional Troféu Teresa Herrera, nosso simpático Botafogo
sagrou-se campeão na Espanha frente à Juventus de Turim. Na época a
segunda camisa do Fogão era preta com detalhes em branco e preto no ombro e por
isso o árbitro mandou o time brasileiro trocar de camisa: como não havia como
usar a primeira, o Botafogo pegou emprestadas as camisas em azul e branco do La
Coruña e entrou em campo(na minha opinião
confundiu mais, porque afastou o contraste, já que os dois times estavam com
camisas listradas na vertical: um de uniforme claro e outro de escuro
confundiria menos... rsrsrs). Há quem diga
que foi para ganhar o apoio da torcida...
Fontes: Topper, UOL, Mantos do Futebol e Globo Esporte
Há um bom tempo venho pensando em escrever sobre uniformes de futebol e a correta aplicação da regra 4 do jogo (ao contrário do que a maioria pensa, não basta que os uniformes sejam "diferentes": é preciso "diferenciar"), muitas vezes mal observadas por times e árbitros. Como atualmente a FIFA adota a prática do contraste entre os uniformes(chamada de "light and dark", em referência a claro/escuro)– algo que defendo há anos – achei por bem escrever a respeito e pretendo mostrar aqui as quinze camisas dos times do Campeonato Carioca. Evidentemente falarei do primeiro do amor do meu coração: o Vasco da Gama e, claro, não exibirei aqui a roupa daquele tal arquirrival cujo nome não pronuncio.
O Vasco ultimamente tem jogado sempre de roupa clara ou escura, como exige a FIFA. Ao contrário do que a imagem ao lado sugere e diferente do que muitos pensam, a primeira camisa do Vasco é a preta, não a branca. A fornecedora Umbro trata o kit como 2016/2017, já que não foi lançado um modelo específico para 2017. Então parece que pelo menos no Cariocão esse será o uniforme do Vasco. Acho que a camisa do goleiro é clara demais: tenho dúvidas de que, no calor de um jogo com sol ela seja suficiente para diferenciar – não apenas ser diferente – o goleiro dos demais. Mas já vimos casos mais graves: o Santos costuma jogar todo de branco, mas o goleiro usa um cinza ainda mais claro: na hora do escanteio nem dá para saber quem é quem...
Há também uma camisa de goleiro preta, bem parecida com a de jogo (gosto muito quando o goleiro usa a outra camisa do time), mas só pode ser usada se não criar confusão com a roupa do adversário ou dos árbitros. É a regra, gostem ou não.
Os goleiros vascaínos têm se apresentado também com camisas laranja (faltou bordar branco ao redor da cruz: o escudo não aparece!) e azul celeste (referência à seleção defendida pelo titular Martin Silva):
Embora a camisa do Vasco seja bonita de qualquer jeito, penso que não deveria haver a faixa nas costas, porque isso atrapalha a exibição tanto de patrocínios quanto dos números dos jogadores:
O vídeo de lançamento dos uniformes, no ano passado: