Por trabalhar na Justiça Eleitoral, evito citar nomes de políticos e/ou partidos políticos brasileiros (embora eu pudesse fazê-lo sem problema algum, pois sou um cidadão como outro qualquer: o Código de Ética do TRE/RJ não tem vedação nesse sentido, porque o fato de ser servidor público não retira minha liberdade de expressão).
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sábado, 12 de agosto de 2017

Hoje seria "preconceito": O Bingo da Sogra

Há muito tempo tenho a intenção de mostrar aqui músicas e/ou programas que seriam tidos por essa gente chata de hoje como "preconceituosos". É só música, diversão, arte, piada.. mas certa vez ouvi falar de um aplicativo que pretendia tirar do ar 'músicas machistas' e de sites que se dão ao trabalho de 'corrigir letras machistas' e listam 'músicas que fazem sucesso mas são machistas'... Então resolvi escrever, porque alguém precisa levantar a voz contra essas loucuras.

Em 1994 ninguém ficava vigiando a vida dos outros nem dando lição de moral nas redes sociais, como fazem hoje os que querem ditar as regras da sociedade (talvez para transformar o mundo todo numa Venezuela, o exemplo de 'democracia' deles). Nesse ano Dicró fez muito sucesso com a famosa "Bingo da Sogra", mais um de seus sambas escrachados que exaltavam a cachaça e falavam mal das sogras... era um pândego! 

Mas hoje em dia algum politicamente correto iria "denunciar" a obra de Dicró como sendo 'preconceituosa', 'homofóbica' e 'idosofóbica' (acredite: já inventaram mais essa) e esse talento correria o risco até de ter sua carreira arruinada. Duvida? Veja:

Vou fazer um bingo lá na casa da vovó
O prêmio é minha sogra: sai numa pedra só
Quem ganhou tem que levar (leva essa droga pra lá!)

Se você não ganhou nada, não fique preocupado
Porque na segunda pedra você leva meu cunhado...

Na terceira pedra, o prêmio de consolação:
Leva um criolo bicha e uma branca sapatão...

Quem ganhou tem que levar (leva essa droga pra lá!)

A cartela é de graça: podem levar de montão
Eu entrego o prêmio em casa (só não quero é devolução)
Se acaso der empate, ninguém fique com receio:
A gente arranja um serrote
E parte a véia no meio...


Grande Dicró!!!

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Músicas que hoje seriam censuradas pela ditadura politicamente correta

Eu sempre falo aos mais jovens que eles vivem num mundo onde não há verdadeira liberdade de expressão: basta alguém emitir opinião contrária ao que é tido como "certo" que a vida da pessoa passa até mesmo a correr risco (por esse motivo não participo de rede social alguma).

Sempre exemplifico isso com músicas: muitas que não foram censuradas nem mesmo no regime militar hoje simplesmente não seriam toleradas por aqueles que exigem tolerância na base da porrada (paradoxal, não?).

O que seria dito hoje de uma música que zoasse um cabeludo dizendo que ele "parece que é transviado" e perguntando "será que ele é?" e ainda por cima dizendo "corta o cabelo dele"? 

Nossa! A gritaria acusaria "homofobia", "preconceito", "discriminação" e tudo mais. Pediriam a prisão do cantor e ele correria risco de ser linchado pela ditadura das minorias. Certamente seria processado (seria absolvido). "Cabeludofobia" talvez rolasse... rsrsrsrs

Antes de sair falando besteiras por aí, as pessoas deveriam se lembrar que se há preconceito nessa simples marchinha de carnaval* datada de 1964, certamente ele também foi praticado por seus pais e avós: quem nunca cantou "Olha a cabeleira do Zezé"?


* Autores: João Roberto Kelly e Roberto Faissal. Voz: Jorge Goulart