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Mais que um ídolo... mais que um herói nacional... UM MITO! A revista italiana Autosprint fez uma especial homenagem a Ayrton Senna, concedendo-lhe o troféu Casco d’Oro de melhor piloto do século 20. |
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O troféu Casco d’Oro (capacete de ouro) é o segundo maior prêmio da Fórmula 1, concedido anualmente ao piloto campeão da temporada pela revista italiana Autosprint. Ayrton Senna foi eleito pelos leitores da Autosprint como o maior piloto do século. É a primeira vez que a revista homenageia algum piloto com esse título. Na contagem geral de votos (7 mil no total), que foram feitos por carta ou e-mail pelos leitores da Autosprint, Ayrton recebeu 3.109 indicações e Schumacher, 2.220. |
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Símbolo da busca da perfeição ao
volante, o talento de Ayrton Senna assombrou a Fórmula 1 por uma década inteira.
O valor de seus feitos foi abrilhantado pela qualidade de seus adversários:
durante toda a sua carreira, Ayrton disputou freadas com rivais de alto nível
como Alain Prost, Nelson Piquet, Nigel Mansell e Michael Schumacher. Sua
capacidade de ser veloz é ilustrada pela impressionante quantidade de pole
positions que conquistou: 68 primeiros lugares no grid.
Sua morte em Ímola (1994) o colocou no mesmo pedestal onde repousam outros
mitos intocáveis do esporte, como Jim Clark e Gilles Villeneuve.
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Ayrton recebeu em sua carreira 7
prêmios Casco d´Oro, sendo 3 de ouro (o correto seriam 4, já que Senna só
não foi campeão em 1989 porque foi roubado no GP do Japão e o título foi
parar nas mãos de Alain Prost, fato que foi confessado pelo diretor da prova em
1996), dois de prata e um de bronze. Com certeza, a
honraria que lhe foi concedida agora é a maior prova do que todos já sabiam: o
mito Ayrton Senna é, foi e sempre será o melhor de todos os tempos! |
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Infelizmente, Ayrton deixou nosso convívio e todos ficamos um pouco "órfãos"... quantas vezes você já ouviu alguém dizer "depois que Ayrton Senna morreu, não assisto mais corridas, porque não têm mais graça" e coisas do gênero? É verdade... e é certo de que homens como Ayrton Senna da Silva não serão jamais esquecidos, porque ele era um patrimônio do Brasil, um cidadão do mundo, sem nunca ter deixado de ser uma pessoa humilde, mesmo consciente de sua posição de ídolo e da paixão que despertava nos torcedores pelo mundo afora. |
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É inegável que jamais teremos
outro Senna, nem mesmo alguém que chegue perto de ocupar seu lugar de
destaque no coração dos brasileiros. Resta-nos agradecer a Deus por ter
colocado Ayrton entre nós e pedir que, já que Ele resolveu levar nosso
ídolo de volta para seu convívio, que continue iluminando seu caminho. A
cada dia mais parece se tornar mais verdade aquela estória que um pai inventou
para explicar a morte de Senna a seu filho: Parece não haver explicação melhor... |
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Saudades de um mito |
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A Fórmula-1 também ainda tenta se recuperar da perda de seu principal esportista. O alemão Michael Schumacher em nível mundial e Rubens Barrichello, no Brasil, despontaram como os mais capazes de substituí-lo. Guiando na equipe mais apaixonante da categoria, a Ferrari, esbarram, porém, na falta de carisma (coisa que Senna tinha de sobra), mesmo com os sete títulos do alemão (sem concorrência fica bem mais fácil...). Aguarda-se que o também brasileiro Felipe Massa possa, agora na Ferrari, alegrar os domingos do país, coisa que Barrichello jamais conseguiu e tenta agora indo para a Honda.
A trajetória de Senna
Talentoso, audaz e extremamente rápido,
Ayrton Senna começou a brilhar no kart. Presenteado com um carro pelo seu
pai, conseguiu a sua primeira vitória em 1973. Conquistou o tri brasileiro em
78, 79 e 80, e também o bi sul-americano, tendo participado de dois
campeonatos mundiais.
Aos 18 anos, foi para a Europa, mas não teve muito sucesso, sendo segundo
lugar no Campeonato Mundial de 125cc. Três anos depois, partiu para uma
experiência na Fórmula Ford inglesa, conseguindo a primeira vitória na
terceira prova da temporada.
Em 1982, viveu um dilema: deixar de participar do Campeonato Inglês de
Fórmula Ford-2000 para correr em equipes de ponta da F-3, na época, a
principal categoria de acesso para a F-1. A fama do brasileiro tinha chegado a
grandes escuderias como McLaren, Williams e Lotus, que, já pensando no
futuro, queriam avaliar o piloto. Porém, ele preferiu ganhar experiência na
F-2000 e conquistou o título inglês.
Pouco depois do fim da temporada de 82, Senna teve o gostinho de pilotar um
Fórmula-3, testando um dos carros da equipe West Surrey, que o contratou em
janeiro de 1983. Na primeira e única temporada na categoria, em 83, travou
duelo com o inglês Martin Brundell. Venceu os nove primeiros GPs, teve
problemas com o carro no meio do ano e recuperou-se nas duas últimas
corridas, conquistando o título.
No final de 83, Senna assinou contrato com a Toleman, sua primeira equipe na
Fórmula-1:

Até a F-3, suas peripécias eram exclusividade de especialistas em automobilismo e aficcionados do esporte. Mas, a partir do dia 25 de março de 1984, sua estréia na Fórmula-1, no GP Brasil, o talento começou a ser conhecido.
As proezas não demoraram a aparecer. Na sexta prova daquela primeira temporada, o GP de Mônaco, disputado sob intensa chuva, Senna deixou sua marca, ameaçando a vitória de Alain Prost (vitória que foi roubada de Senna por uma manobra nos bastidores na última volta da corrida). Naquele dia Ayrton correu com o carro abaixo:

A primeira vitória foi em Portugal, com a Lotus:


Em 1988, assinou com a McLaren e iniciou uma parceria invejável que lhe permitiu conquistar três títulos mundiais, 35 vitórias, 46 poles, dar shows em Mônaco, no Brasil, duelos principalmente com Alain Prost e Nigel Mansell.

Em 1994, realizou o sonho de guiar um Williams, carro mais veloz da F-1 na
época. Sem saber, entrava no último estágio de sua carreira. Fez a pole em
Interlagos, mas abandonou na segunda volta. No GP do Pacífico, em Aida, no
Japão, nova pole e outro abandono. Veio San Marino e a curva Tamburello,
colocando um ponto final na vida de Senna dentro das pistas. Mas não haverá
foto daquele dia aqui.

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Ímola marcou o fim da Era Senna
A prova no circuito de Ímola tinha tudo para marcar o início da virada de
Ayrton Senna em 1994. Mas, curiosamente, ele não queria correr naquele 1º de
maio. Nos treinos, dois acidentes graves, um deles com o brasileiro Rubens
Barichello e o outro com o austríaco Roland Ratzemberger, que morreu na
ocasião, fizeram os pilotos exigirem dos diretores de prova maior segurança
no circuito.
Pouco ou nada foi feito. No dia da corrida, Senna estava pensativo e parecia
prever o que estava por vir. Houve um acidente na largada, entre J.J. Lehto,
da Benetton, e Pedro Lamy, da Lotus. Por causa disso, o "safety car"
entrou na pista e ali ficou por sete voltas. Na primeira, após a relargada,
perseguido pelo alemão Michael Schumacher, Ayrton saiu do traçado a 275km/h
e bateu violentamente no muro de concreto da curva Tamburello. Depois disso, o
traçado da curva foi refeito, para evitar acidentes.
O piloto foi atendido no local e levado de helicóptero para o hospital, mas
não resistiu aos ferimentos na cabeça e faleceu. O velório de Senna, em
São Paulo, parou o Brasil. Uma multidão acompanhou o cortejo com o corpo do
tricampeão. Vários pilotos, inclusive o rival Alain Prost, fizeram questão
de estar presentes para prestar a última homenagem ao brasileiro.
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